quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Nepal: Monge tibetano ateia fogo ao próprio corpo em protesto contra a China

Após atear fogo contra o próprio corpo, o monge foi levado ao hospital e encontra-se em estado grave

Um manifestante tibetano encharcou-se com gasolina e ateou fogo ao próprio corpo nesta quarta-feira no Nepal, no mais recente protesto contra a presença e controle da China sobre o Tibete.

Testemunhas disseram que um homem vestido como monge entrou em um café na capital Katmandu, em um distrito onde se localizam vários templos e monastérios budistas, e pediu para usar o banheiro. Após algum tempo, o homem foi para a rua e ateou fogo em si mesmo.

Ele chegou a correr alguns metros coberto em chamas e gritando contra a presença da China antes de cair. Keshav Adhikari, da polícia local, disse que pessoas que estavam no local e outros policiais conseguiram extinguir as chamas e levar o manifestante a um hospital, onde ele se encontra em estado grave. O protestante ainda não foi identificado, mas aparenta ter pouco mais de 20 anos, segundo Adhikari.

Desde 2009, 100 monges, freiras e manifestantes tibetanos atearam fogo ao corpo em vários países, muitos deles dentro da própria China, segundo dados do governo tibetano no exílio, sediado na cidade indiana de Dharamshala. O balanço anterior apontava que 99 tibetanos se imolaram com fogo desde 2009, com um total de 83 mortos.

Os protestantes pedem que o governo de Pequim permita uma maior liberdade religiosa e o retorno do exílio de seu líder espiritual, o Dalai Lama. Os representantes tibetanos atribuem o aumento das imolações à frustração imperante no Tibete ante a repressão exercida pela China contra sua religião e sua cultura.

Pequim acusa o Dalai Lama de estimular as imolações. O Tribunal Supremo e as principais instâncias judiciais e policiais chinesas anunciaram em dezembro que qualquer pessoa que ajude ou estimule um tibetano a cometer um ato de imolação será processada por "homicídio doloso".

Com informações das agências AFP, AP e Reuters

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Abertura do Ano da Fé


Retiro da Quaresma


Abertura da CF 2013


Mensagem da CNBB


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota na tarde desta segunda-feira, 11 de fevereiro, sobre o anúncio da renúncia do papa Bento XVI feito na manhã de hoje. A seguir, a íntegra da nota:
Brasília, 11 de fevereiro de 2013
P. Nº 0052/13
“Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja” (Mt 16,18)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB recebe com surpresa, como todo o mundo, o anúncio feito pelo Santo Padre Bento XVI de sua renúncia à Sé de Pedro, que ficará vacante a partir do dia 28 de fevereiro próximo. Acolhemos com amor filial as razões apresentadas por Sua Santidade, sinal de sua humildade e grandeza, que caracterizaram os oito anos de seu pontificado.

Teólogo brilhante, Bento XVI entrará para a história como o “Papa do amor” e o “Papa do Deus Pequeno”, que fez do Reino de Deus e da Igreja a razão de sua vida e de seu ministério. O curto período de seu pontificado foi suficiente para ajudar a Igreja a intensificar a busca da unidade dos cristãos e das religiões através de um eficaz diálogo ecumênico e inter-religioso, bem como para chamar a atenção do mundo para a necessidade de voltar-se ao Deus criador e Senhor da vida.

A CNBB é grata a Sua Santidade pelo carinho e apreço que sempre manifestou para com a Igreja no Brasil. A sua primeira visita intercontinental, feita ao nosso País em 2007, para inaugurar a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, e, também, a escolha do Rio de Janeiro para sediar a Jornada Mundial da Juventude, no próximo mês de julho, são uma prova do quanto trazia no coração o povo brasileiro.

Agradecemos a Deus o dom do ministério de Sua Santidade Bento XVI a quem continuaremos unidos na comunhão fraterna, assegurando-lhe nossas preces.

Conclamamos a Igreja no Brasil a acompanhar com oração e serenidade o legítimo processo de eleição do sucessor de Bento XVI. Confiamos na assistência do Espírito Santo e na proteção de Nossa Senhora Aparecida, neste momento singular da vida da Igreja de Cristo.

Dom Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís

Vice-presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

O Vaticano fará uma cerimônia de despedida a Bento XVI antes do término de seu Pontificado


O Vaticano fará uma cerimônia de despedida a Bento XVI antes do término de seu Pontificado, previsto para o próximo dia 28, à qual devem comparecer fiéis de todo o mundo 'e autoridades de muitos países'.



O cardeal decano, Angelo Sodano, se referiu a esta despedida nas palavras de agradecimento que pronunciou, após o papa anunciar sua renúncia ao trono de Pedro.

1° Retiro do Terço dos Homens foi uma experiência bastante positiva


A Pastoral Terço dos Homens realizou no último domingo (10) o seu primeiro Retiro de Carnaval. O encontro foi realizado na Comunidade São Raimundo, das 08:00 às 16:00h. Finalizando o encontro,  todos foram convidados a participar da celebração da Santa Missa na comunidade em questão.

Com o objetivo de proporcionar aos homens um período de espiritualidade, oração e formação, a coordenação pastoral convidou o professor e parapsicólogo Antonio Fontes, o Toinho, para participar e conduzir o encontro.

Essa foi a primeira experiência na Paróquia, que sinalizou ser positiva. Lá os 20 participantes tiveram a oportunidade de aprofundar um pouco mais da fé católica e conhecer sua importância. Toinho questionou, foi questionado e construiu um importante conhecimento, que com certeza marcará a trajetória dessa do Terço dos Homens, que vem crescendo de uma forma muito dinâmica. Atualmente, está presente em 4 das 9 comunidades da sede e em 01 das 06 da zona rural.

O encontro finalizou-se com a oração do Terço.

Veja algumas fotos do evento:

Fiéis realizam vigília em solidariedade ao Papa após anúncio de renúncia


Fiéis fizeram vigília na madrugada desta terça-feira (12), no Vaticano, em solidariedade ao anúncio do Papa Bento XVI, feito na véspera, de que vai renunciar ao pontificado em 28 de fevereiro. Os italianos acordaram ainda tentando "digerir" a notícia praticamente inédita de uma renúncia papal.

Enquanto a notícia da renúncia estampava as capas dos jornais italianos, a praça de São Pedro, no Vaticano, estava calma na manhã desta terça, com alguns peregrinos.

Bento XVI anunciou a renúncia pessoalmente, falando em latim, durante um encontro de cardeais no Vaticano. O surpreendente discurso foi feito entre as 11:30hs e 11:40hs locais (8:30hs e 8:40hs do horário brasileiro de verão) da segunda-feira, segundo o Vaticano.

A Santa Sé anunciou que o papado, exercido pelo teólogo alemão desde 2005, vai ficar vago até que o sucessor seja escolhido, o que se espera que ocorra "o mais rápido possível" e até a Páscoa, segundo o porta-voz Federico Lombardi.

Em comunicado, Bento XVI, que tem 85 anos, afirmou que vai deixar o ministério petrino devido à idade avançada, por "não ter mais forças" para exercer as obrigações do cargo. O Vaticano negou que uma doença tenha sido o motivo da renúncia.

O pontífice afirmou que está "totalmente consciente" da gravidade de seu gesto. "Por essa razão, e bem consciente da seriedade desse ato, com total liberdade declaro que renuncio ao ministério como bispo de Roma, sucessor de São Pedro", disse o Papa.

No domingo, Bento XVI escreveu em sua conta no twitter: "Devemos confiar no maravilhoso poder da misericórdia de Deus. Somos todos pecadores, mas Sua graça nos transforma e renova".

Sucessor do beato João Paulo II, Bento XVI havia assumido o papado em 19 de abril de 2005, com 78 anos. 

O Vaticano afirmou que a renúncia vai se formalizar às 20hs locais de 28 de fevereiro (17hs do horário brasileiro de verão), uma quinta-feira. Até lá, o Papa estará "totalmente encarregado" dos assuntos da igreja e irá cumprir os compromissos já agendados, segundo a Santa Sé.

O novo Papa será escolhido pelo conclave de cardeais, como de costume.

Fonte: Portal G1

Raio cai sobre a Basílica de São Pedro na noite da renúncia de Bento XVI

A imagem foi capturada por um fotógrafo italiano no
mesmo dia em que Bento XVI anunciou sua saída
do trono petrino.

O fotógrafo italiano Filippo Monteforte divulgou, na noite desta segunda-feira (11), a imagem de um raio ao atingir a cúpula da basílica de S. Pedro, no Vaticano, ao final do dia em que Bento XVI anunciou sua renúncia ao cargo de papa. Também foi ouvido um forte trovão. A foto de Alessandro di Meo, divulgada por agências de notícias mundiais como EPA, Ansa e AFP foi publicada aqui, entre outros jornais do mundo, devido ao seu simbolismo e à beleza do flagrante.

Bento XVI surpreendeu o mundo nesta segunda-feira ao anunciar que renunciará como líder da Igreja Católica, afirmando que não tem mais a força física e mental necessária para realizar os deveres de seu ofício e tornando-se o primeiro pontífice em 700 anos a tomar tal decisão. Líderes religiosos buscaram assegurar a calma e o clima de confiança, mas a decisão pode levar a um dos períodos mais incertos e instáveis da Igreja Católica, que vem sendo atingida por escândalos nos últimos anos.

Muitos papas no passado – incluindo o antecessor de Bento XVI, João Paulo II – evitaram a renúncia mesmo quando estavam em condições críticas de saúde, exatamente pelo temor com a divisão e a confusão que poderia resultar da existência de um “ex-papa” e de um novo papa ao mesmo tempo. Isso poderá ser um problema especialmente se o próximo papa for um progressista. A igreja tem sido atingida durante a liderança de quase oito anos de Bento 16 por uma crise a respeito de abuso sexual de crianças que abalou a igreja, por um discurso que desagradou muçulmanos e por um escândalo envolvendo o vazamento de documentos privados através de seu mordomo pessoal.

Em um anúncio lido por cardeais em latim, o idioma universal da igreja, o papa alemão de 85 anos disse:

– Bem ciente da gravidade deste ato, com total liberdade, declaro que renuncio ao ministério de bispo de Roma, sucessor de São Pedro.

Fonte: Correio do Brasil

Catedral de Paris é invadida por ativistas semi-nuas que comemoraram renúncia do Papa


Polícia tenta deter ativista protestando e comemoram a renúncia de Bento XVI
Ativistas do grupo feminista 'Femen' invadiram nesta terça-feira, 12, a catedral de Notre-Dame, em Paris, para comemorar a renúncia do Papa Bento XVI. Elas tomaram conta dos arredores do oitos sinos de bronze na parte central da igreja, gritando dizerem como 'não à homofobia' e 'adeus, Bento XVI'. Seguranças agiram rapidamente e tentaram retirar as jovens do altar da igreja, que completa neste mês 850 anos.

De acordo com as ativistas, o protesto também acontece em comemoração à decisão do parlamento francês de aprovar o rascunho de uma lei aprovando a união homossexual. O grupo 'Femen' prega o ateísmo, mas raramente realiza protestos em centros religiosos. Surpresos, dezenas de turistas na catedral de Notre-Dame filmaram e fotografaram as jovens.

Fonte: O Globo

Não é momento para especulações sobre quem sucederá Bento XVI, afirma arcebispo

"Embora tenhamos sido tomados de muita surpresa, entendemos o posicionamento do Papa (...)", diz
Dom José Belisário

O arcebispo de São Luís, dom José Belisário, afirmou, nesta segunda-feira, 11, que a renúncia do Papa Bento XVI "foi um gesto concreto de humildade". Ao mesmo tempo disse o que deseja do novo Papa: "Espero que o novo Papa seja um homem do nosso tempo e responda a questões do nosso tempo. Que haja diálogo".

Ainda assim, o arcebispo, que é vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), viu o anúncio da renúncia com a mesma surpresa. "Embora tenhamos sido tomados de muita surpresa, entendemos o posicionamento do Papa e somos muito gratos a ele. O próprio Papa já tinha sinalizado que poderia haver a renúncia, principalmente ao declarar a quase dois anos que teria o direito e a obrigação de renunciar se não se sentisse mais apto para exercer o papado", explicou.

Dom Belisário também adiantou que o momento não é para especulações sobre quem sucederá Bento XVI. "Atualmente são cinco cardeais brasileiros que participam do conclave e, automaticamente, todos são candidatos. Mas o momento é outro. Terão que fazer uma análise de toda a Igreja, embora, particularmente, eu ache que o novo Papa será novamente europeu", avaliou o arcebispo.

Dom José Belisário aproveita para agradecer a Bento XVI. "Ele é um homem notável; tem peso. Por isso mesmo, agiu com coerência e coragem. Só temos a agradecer por tudo, principalmente pela contribuição à Igreja Católica", finalizou.

Fonte: Portal G1